A LITERATURA ME FEZ ESCREVEDOR
A PALAVRA É FERRAMENTA
CORAÇÃO INSANO (UM DISCO DE WALDICK SORIANO)
DO CORDEL
A VANGUARDA COMBATE A REAÇÃO
LEVADA PRA LIA
A PETIÇÃO DE GAPON
ABC SULETRADO
Fê, guê, lê, mê, nê, rê, si......
Oh! faltou o ji
Depois do guê
Antes do lê
A, bê, cê, dê, é, fê,
Guê, agá, i, ji, lê, mê,
Nê, ó, pê, quê, rê, si,
Tê, u(vis), vê, xís, zê
Dáblio, cá e psilone
Fê, guê, ji, lê, mê, nê, rê, si
Meu alfabeto eu canto assim
Sotaque gravado em mim
Insansin, issassim, isso assim
Ansim, insansin, ansim
Pê rê ó, pró; fê é si, fés; si ó sô, rê a rá
Professora
É lê é, lé; fê a nê; fan, tê e, té
Elefante
A, rê a, ra, rê a, rá
Arara
Cê agá o, chó; cê o có, lê e, jé tê e i, tei; rê a, rá
Chocolateira
Chaco-chaco, laco-laco, teé-tei, rê-ará
Rê e, ré; pê e nê, pen; tê i si, tis; tê a, ta
Repentista alfabetizado
Gosta de soletrar Quadrão
Lá no meu sertão
Tinha que aprender
O caboco só lia
Quando sabia
Ôto ABC
DERRADEIRO ATO, DERRADEIRA HORA
SEXTILHA DO BELO MONTE
BEBO PRA NÃO ESQUECER
NOS 10 DE GALOPE NA BEIRA DO MAR
O sertão é mais distante
Fica bem mais adiante
Dos que não querem enxergar
Mesmo assim eu vou falar
É coco, cantoria e repente
Improvisado da mente
Centelha pra detonar
De prontidão pra disparar
Nos 10 de galope na beira do mar
Beira mar, beira mar, beira mar
Acompanho a ideia
No tempo da Pangeia
O sertão foi beira mar
Esse coco é pra lembrar
A seca quando encosta
Raleia a caatinga
Pouca água na moringa
O trovão não manda respostas
O sol quente nas costas
Quintura de rachar
Nem adiantou tentar
O que plantou perdeu
Nem o milho colheu
Nos 10 de galope na beira do mar
Beira mar, beira mar, beira mar
Acompanho a ideia
No tempo da Pangeia
O sertão foi beira mar
Esse coco é pra lembrar
Procurar um serviço fora
Pra poder sobreviver
Fiado ninguém quer vender
Difícil ver uma melhora
Maldita a classe que explora
Vive de parasitar
Se ocupando em governar
Corrupção e maldade
Dizem fazer caridade
Nos 10 de galope na beira do mar
Beira mar, beira mar, beira mar
Acompanho a ideia
No tempo da Pangeia
O sertão foi beira mar
Esse coco é pra lembrar
Pro meu avô era assim
Também no tempo de papai
Vai e vem, vem e vai
A luta não tem fim
Será assim depois de mim
Muita coragem pra encarar
O que vier enfrentar
Vai saber o quanto custa
A vida é mesmo injusta
Nos 10 de galope na beira do mar
Beira mar, beira mar, beira mar
Acompanho a ideia
No tempo da Pangeia
O sertão foi beira mar
Esse coco é pra lembrar
Beira mar, beira mar
O sertão é mais distante
Fica bem mais adiante
Dos que não querem enxergar
Mesmo assim eu vou falar
É coco, cantoria e repente
Improvisado da mente
Centelha pra detonar
De prontidão pra disparar
Noa 10 de galope na beira do mar
Beira mar, beira mar, beira mar
Acompanho a ideia
No tempo da Pangeia
O sertão foi beira mar
Esse coco é pra lembrar
ARTISTA EU JÁ NEM ERA
CONJUGAÇÕES DOS PRETÉRITOS
FIM DA JORNADA
Pensamento esvai-se feito fumaça A palavra destilada na cachaça A doenceira cruel e fulminante Sorrateira, que tudo varre num instante ...
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Esperando eu estava Alguém já estando no meu pensamento De sorriso aberto eu imaginava Ensaiava o jeito esperando o momento ...
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Apartir desse momento já não existe nós dois Não deve existir o depois Sempre fazendo de conta e deixando pra lá Tentando fazer o que já ...