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VOA MILONGUEIRO

 Meu milongueiro predileto, a anos luz de qualquer outro é Bebeto Alves, que é milongueiro mas mistura com rock, com reggae, popeia a chala.

Fui iniciado na sua obra pelo Tio Nego, um gaúcho radicado na Bahia há quase 40 anos ( o conheço há mais de 30. Negão Neri é de Canelas e curte e conhece som pra caralho, digitalizei mais de 100 discos da sua discoteca e é parceiro forte esse Neri Clademir, mais que parceiro, camarada mesmo. E ter conhecido essas milongas através dele me facilitou pois, além de falar sobre os artistas, as músicas, a história daquelas bandas pampeadas, ele me traduziu as letras, pois, pra um nordestino dos cafundós da caatinga, o gauchês é um dialeto que embaralha, tem termos peculiares de abrangência regional; mas ele, até hoje, é meu consultor informal sobre esse dialeto e demais coisas do rio Grande.
Mesmo que não entendesse as letras por completo,a música me bastaria para curtir a obra de Bebeto, os arranjos são primorosos, notadamente os violões, tocados de uma forma que não estamos acostumados em outras regiões do país. Deve ser a influência das Missões, a forma de tocar do berço do violão que se situa pela Andaluzia, Córdoba regiões de influência árabe pois os Maometanos já foram senhores dessas terras até o final do século XV, aprendemos isso quando estudamos a união dos reinos de Aragão e Castela que deram origem ao núcleo inicial da pátria espanhola.
Só sei que gosto, escuto muito, dou maior valor, viajar nos acordes dessas cordas de aço é maravilhoso.
Bebeto Alves foi um dos primeiros artistas que eu vi disponibilizar na internet tudo sobre a carreira com toda a discografia pra se escutar.
Lá por 2006 eu já era frequentador da sua página .
Foi com ele que tio Nego aprendeu e me repassou a origem da milonga, termo originário dos africanos escravizados que aqui foram trazidos à força, bem como as diferenças da milonga tocada no Brasil, no Uruguai e na Argentina.
VOA MILONGUEIRO!
Valeu Tio Nego!, Valeu Bebeto!!!


NORTHERN SOUL - A dança e o som black na Inglaterra

O movimento northern soul surgiu no norte da Inglaterra na década de 60 e envolvia dança e na influência da batida bem pesada da black soul da América do Norte  que gravitava fora da órbita e da influência da Motown que dominavam as paradas. Geralmente, os sons menos conhecidos, de tiragem limitadas lançadas por selos de abrangência regional como   o Ric-Tic e o Golden World  de Detroit;  o Mirwood  de Los Angeles e o Shout e Okeh  de Nova Iorque / Chicago. O termo foi criado para diferenciar as músicas de funk mais modernas, do soul influenciado pela Motown de alguns anos antes. Guitarra elétrica, baixo, órgão, vocais e metais fazendo soul, rhytm and blues e gospel  num frenesi mais uptempo que nos anos 70 se tornou algo parecido com o break e o disco com   giros, pulos e caídas para trás  inspirados nas apresentações  de artistas do soul americano como Little Anthony & The Imperials e Jackie Wilson que frequentemente visitavam o solo inglês. O movimento que começou a partir de Manchester e se espalhou pela ilha do norte, entre os anos 60 e o início dos 70  os sons mais tocados eram gravações mais antigas  dos anos 60 garimpadas por DJ’s que aos poucos acrescentaram lançamentos mais contemporâneos

LUIZ WAGNER - GUITARREAR

Aqui na Serrinha, no início do século, eu frequentava 3 points onde rolava a intera pra maconha e pro Corote, o Castelo de Greisco, o Big Bródi e o coió do Jovem.
O Jovem arranjou um 3 em 1 mas não tinha discos e eu, vendo aquela barreira de cachaceiros jogando conversa fora sem escutar um som e tendo  radiola de bobeira, resolvi emprestar uns discos que ficaram por lá uns 5 anos e, quando precisei pegar o trecho os recebi todos de volta, não faltava um. E tudo conservado.
Neste lote tinha  Flor do Xique Xique, Temucorda,   João Lopes, César Barreto, Camisa de Vênus, Alceu e Geraldinho, Marcelo Nova, Raízes do Oelô, Tomalira, Edson Gomes, Raízes do Pelô, Alceu Valença,  Papete, dentre outros que não lembro agora.
Mas, o disco preferido da galera era O Som Da Negadinha, Não Negai de Luiz Wagner, um disco de reggae e Olhos Vermelhos era a trilha daquele lote de vagas que, muito loucos saiam à rua cantando:
- Hey ô Marijuana, Hey ô Marijuana/ esses olhos vermelhos essa boca tão louca, muito louca....
Daquela turma uns 8 já morreram, 6 deles de cirrose; não perdemos nenhum pro corona. Uns 3 não bebem mais hoje em dia, nas a maioria tá na ativa ainda.. 
Eu também escapei e dei a triste notícia da morte de Luiz Wagner pra galera, o  cara daquele disco e daquela música, maior tristeza.
Aqui na minha Quebrada o guitarreiro era considerado pela galera, foi conhecido e cantado

MESTRES DO 7 CORDAS - DOIS FUNDAMENTAIS DE UM INSTRUMENTO FUNDAMENTAL ( DINO 7 CORDAS E RAPHAEL DO 7 CORDAS)

      O Violão de 7 cordas é um instrumento até recente na história musical, foi desenvolvido na Rússia no século XIX, onde era bastante usado na música popular e na cigana e foi introduzido no Brasil através de China de Pixinguinha e  violonista do grupo os Oito Batutas  ao voltar de uma excursão à Europa encomendou a um luthier que fizesse um para ele.  Outros dizem que o instrumento aqui já estava pelas mãos da pequena comunidade de ciganos oriundos da Rússia que interagiam com a Pequena África - comunidade de negros e nordestinos que se reuniam na Praça Onze, no Rio de Janeiro, por esta via, Tute, um violonista muito conhecido nas rodas de choro cariocas, teria encomendado que seu luthier fizesse um para ele.
          Inicialmente, adotado no choro teve seu uso impulsionado depois que  Pixinguinha, por problemas fisiológicos, trocou a flauta pelo sax tenor, desenvolveu contracantos que eram fraseados de respostas à melodia original em região muito próxima ao 7 cordas que foi incorporado, de vez, na famosa formação que ficou conhecida como Regional: violão de sete cordas, violão de seis cordas, cavaquinho e pandeiro. O Regional também utilizava o acompanhamento de outros instrumentos como: bandolim, flauta, clarinete, trombone,  e de instrumentos rítmicos, como tambor, reco-reco e surdo.
Do choro, o 7 Cordas passou a ser utilizado no samba também onde adquiriu algumas características melódicas diferentes no  seu fraseado.
Hoje, até em formações jazzísticas o 7 é utilizado, sua marcaçação na regiçao grave pontuando as notas de harmonia, ora fraseando em contraponto a elas em muito influenciou o desenvolvimento da música no Brasil.
             E a história deste instrumento aqui pode ser pontuada ente antes e depois de Horondino Silva, mais conhecido como Dino 7 Cordas, reconhecido pélos violonistas como o Mestre maior do instrumento. Embora fosse músico de profissão desde 1936 quando passou a integrar o Regional de Benedito Lacerda como violonista foi , somente  em 1954  que adotou o 7 cordas como instrumento após encomendar um exemplar; de 66 a 96, quando diminuiu o ritmo da sua carreira musical, ele fez parte do conjunto Época de Ouro.
            Dino também acompanhou e gravou com um grande número de artistas sendo um dos mais requisitados músicos durante a sua carreira e foi a influência direta para quase todos os grandes tocadores deste instrumento que vieram depois como Raphael Rabelo, Rogério Caetano, Hélio Dellmiro, Marco Pereira e Yamandu Costa. Faleceu em 2006 aos 88 anos de idade.
         Raphael Rabelo teve uma vida breve, apenas 33 anos, de família musical, sua irmã tocava cavaquinho e seu irmão mais velho havia lhe ensinado a tocar violão mas, influenciado por Dino, adotou o 7 Cordas. Ele tinha apenas 14 anos quando fez sua primeira gravação acompanhando Turíbio dos  santos em um choro. em 1994 se mudou para os EUA onde foi lecionar música numa Universidade em Los Angeles, voltou no ano seguinte pra gravar um disco em que buscava resgatar a obra do grande Capiba, mas veio a morer antes de terminar e lançar o obra.

"Ele não tem limitações. Técnica, velocidade, bom gosto harmônico, um artista completo." – Dino 7 Cordas sobre Raphael

MESTRES DO 7 CORDAS - DOIS FUNDAMENTAIS DE UM INSTRUMENTO FUNDAMENTAL ( DINO 7 CORDAS E RAPHAEL DO 7 CORDAS)

       O Violão de 7 cordas é um instrumento até recente na história musical, foi desenvolvido na Rússia no século XIX, onde era bastante usado na música popular e na cigana e foi introduzido no Brasil através de China, irmão de Pixinguinha e  violonista do grupo os Oito Batutas  ao voltar de uma excursão à Europa encomendou a um luthier que fizesse um para ele.  Outros dizem que o instrumento aqui já estava pelas mãos da pequena comunidade de ciganos oriundos da Rússia que interagiam com a Pequena África - comunidade de negros e nordestinos que se reuniam na Praça Onze, no Rio de Janeiro, por esta via, Tute, um violonista muito conhecido nas rodas de choro cariocas, teria encomendado que seu luthier fizesse um para ele.
          Inicialmente, adotado no choro teve seu uso impulsionado depois que  Pixinguinha, por problemas fisiológicos, trocou a flauta pelo sax tenor, desenvolveu contracantos que eram fraseados de respostas à melodia original em região muito próxima ao 7 cordas que foi incorporado, de vez, na famosa formação que ficou conhecida como Regional: violão de sete cordas, violão de seis cordas, cavaquinho e pandeiro. O Regional também utilizava o acompanhamento de outros instrumentos como: bandolim, flauta, clarinete, trombone,  e de instrumentos rítmicos, como tambor, reco-reco e surdo.
Do choro, o 7 Cordas passou a ser utilizado no samba também onde adquiriu algumas características melódicas diferentes no  seu fraseado.
Hoje, até em formações jazzísticas o 7 é utilizado, sua marcaçação na regiçao grave pontuando as notas de harmonia, ora fraseando em contraponto a elas em muito influenciou o desenvolvimento da música no Brasil.
             E a história deste instrumento aqui pode ser pontuada ente antes e depois de Horondino Silva, mais conhecido como Dino 7 Cordas, reconhecido pélos violonistas como o Mestre maior do instrumento. Embora fosse músico de profissão desde 1936 quando passou a integrar o Regional de Benedito Lacerda como violonista foi , somente  em 1954  que adotou o 7 cordas como instrumento após encomendar um exemplar; de 66 a 96, quando diminuiu o ritmo da sua carreira musical, ele fez parte do conjunto Época de Ouro.
            Dino também acompanhou e gravou com um grande número de artistas sendo um dos mais requisitados músicos durante a sua carreira e foi a influência direta para quase todos os grandes tocadores deste instrumento que vieram depois como Raphael Rabelo, Rogério Caetano, Hélio Dellmiro, Marco Pereira e Yamandu Costa. Faleceu em 2006 aos 88 anos de idade.
         Raphael Rabelo teve uma vida breve, apenas 33 anos, de família musical, sua irmã tocava cavaquinho e seu irmão mais velho havia lhe ensinado a tocar violão mas, influenciado por Dino, adotou o 7 Cordas. Ele tinha apenas 14 anos quando fez sua primeira gravação acompanhando Turíbio dos  Santos em um choro. em 1994 se mudou para os EUA onde foi lecionar música numa Universidade em Los Angeles, voltou no ano seguinte pra gravar um disco em que buscava resgatar a obra do grande Capiba, mas veio a morer antes de terminar e lançar o obra.

"Ele não tem limitações. Técnica, velocidade, bom gosto harmônico, um artista completo." – Dino 7 Cordas sobre Raphael

POROROCA MUSICAL, 40 DISCOS DO NORTE

 1.     Siriá - Mestre Cupijó E Seu Ritmo




2.      Isto É Carimbó! - Mestre Lucindo  E Conjunto Carimbó Canarinho De Marapanim





3.     Lambada Das Quebradas Volume 2 - Vieira E Seu Conjunto



4.     Sotaque De Reggae –Boi – Arraial Da Pavulagem



5.     Carimbó E Sirinbó No Embalo De Pinduca (Volume 02) -   Pinduca



6.     Solista De Sax Volume 01 – Teixeira De Manaus


7.     Solano E Seu Conjunto Volume 02 - Solano E Seu Conjunto


8.     Pólvora E Fogo – Patrícia Bastos




9.     Manoel Cordeiro & Sonora Amazônica - Manoel Cordeiro & Sonora Amazônica


10.                        Natália Matos - Não Sei Fazer Canção De Amor


11.                        Carimbó Original Volume 5  - Verequete E Conjunto Uirapurú


12.                        Ripa Na Chulipa – Aldo Sena E Seu Conjunto



13.                        Lambadas E Quebradas - Lima O Guitarreiro Do Amazonas



14.                        Lambadas Nacionais Ritmo Quente  Lambaly Vol 2  – Lambaly


15.                        Mestre Curica E Seu Conjunto – Mestre Curica


16.                         Carlos Santos Volume 04 – Carlos Santos


17.                         O Último Pau De Arara – Ary Lobo


18.                        Samba Quem Sabe Diz  - Chico Da Silva



19.                        Paixão Descontrolada - Osvaldo Oliveira



20.                        Marujada Quatipuru – Retumbão  - Mestre Come Barro


21.                        Cine Ruptura – Saulo Duarte


22.                        Cheia De Graça - Emilia Monteiro


23.                        Em Cada Verso Um Contra-Ataque - Aíla 



24.                         Musica Popular Paraense - Coleção Engeplan Vol 1 1989


25.                        Abilio Farias 1977 - Abílio Farias


26.                        Guitarra Fantástica - Sebastião Tapajós 




27.                        Cheganças - Vital Lima


28.                        Ovelha Desgarrada – Francis Dalva



29.                        Jane Duboc (1982) – Jane Duboc



30.                         Cumbia Exportação -  Nonato Do Cavaquinho


31.                        Eliakin Diz – Eliakin Rufino



32.                        Nas Esquinas Da Amazônia - Zeca Preto


33.                        Eu Preciso Aprender A Ser Pop - Neuber Uchôa



34.                        Planeta Amapari - Zé Miguel, Val Milhomem E Joãozinho Gomes



35.                        Música Na Rede É Peixe - Pedrinho Callado



 36.                         Natureza - Nazaré Pereira


37.                       Gozando A Existência -  João Donato



38.                        Garanã – César Escócio


39.                        Quixote Caboclo - Nonato Santos



40.                       Sentinela Nortente – Amadeu Cavalcante







(Larauê Tuim)


FIM DA JORNADA

Pensamento esvai-se feito fumaça  A palavra destilada na cachaça  A doenceira cruel e fulminante  Sorrateira, que tudo varre  num instante  ...