VEM
A BELA DOS IRECÊS - Um baiãozinho matinal
Você acorda cedo
Pra comprar o pão
Parece que tem um relógio
Que desperta meu coração
Copo de café, fico na janela
Quando ela passa
Ofereço pra ela
A voz me arrepia
Respondendo bom dia
Vou lhe acompanhando
Até a padaria
É só um sonho
Mas como eu queria
Provar seu beijo
Derreter na sua boca
Sque nem um pão de queijo.
Se o dia é lindo
A beleza é sua
Menina como eu gosto
De morar na sua rua
Eu estava em Jacobina
Me mudei pro Irecê
Pra dormir sonhando
Acordar com você.
OFERECIDOS
PISANDO INCERTO
CAMINHO DOS TABULEIROS (Moda pra Viola)
NA MUNGANGA
RIO DO PEIXE - A LUTA CONTINUA
Um açude que, quando cheio, tem 3 léguas de
lâmina d’água, obra do governo federal nas ações contra a seca. No tempo em que
foi construído ficava entre os municípios de Jacobina e Queimadas, hoje Capim Grosso
emancipado de Jacobina absorveu a maior parte da área. Nós anos 60 no maior dos
povoados, o Rio do Peixe, na Cabeceira da Ponte da beira do Açude tinha uma grande
feira na Vila que contava mais de 300 casas.
Nas proximidades do lago terra boa para o plantio
e pra criação também, nas margens tomate, pimentão, melancia, hortaliças, pequenas
irrigações. Peixe pra dar de pau! Enquanto os ribeirinhos prosperaram em minifúndios
e áreas comuns pras criações, pelas bandas de Queimadas avançou com imensa violência
e usura um empresário e deputado estadual, um tal de Theócrito, proprietário de
uma fábrica de colchões com incentivos governamentais lá pras bandas da capital.
Anexando posses e expulsando as pessoas auxiliado pela rede de poder local, estadual
e federal, a força do seu mandato e as relações políticas de um partidário da ditadura
militar, o dinheiro que comprou escrivães, juízes, delegados, a jagunçagem particular
e policial, a engrenagem opressiva sufocou a resistência camponesa. A posse não
foi retirada passivamente, homens valentes tombaram, ignoraram os perigos e a desvantagem
e peitaram mas a luta sempre foi desigual, era o mundo contra aquele povo
Estive lá pela primeira vez no ano de 2000 numa reunião pra discutir a desapropriação da área, tinha mais de 500 pessoas interessadas: remanescentes que moravam próximo em Capim Grosso mas gente de Caen, Jacobina, Capela do Alto Alegre, Nova Fátima, São José, Gavião e Quixabeira. Na assembleia a minha proposta de ocupação imediata foi derrotada, a proposição da CPT através de um padre era que o certo seria seguir os caminhos legais, encaminhar documentação pro Incra e esperar o decreto.
O tempo mostrou o erro dessa decisão, nessa demora surgiram coisas escabrosas no processo, inclusive o recebimento de notificação pelo finado, certidões suspeitas e corpo mole do governo.
Depois de certo tempo o pessoal organizou um
acampamento na Cabeceira da Ponte por um tempo, houve uma curta ocupação mas o resultado
final foi a desmobilização.
Mas, o caso nunca foi esquecido, para algumas
pessoas é questão de vida, resgatar a luta dia seus antigos e vez por outra, tem
umas conversas sobre o assunto.
Estou sempre a apoiar, uma luta que também é
minha.
FICANDO DE BOA
QUILOMBOLAS
DARK GIRL'S
NUNCA MORREU
GUARAPIRANGA LOVERS
JORGIALTINIANA n°2
ASSIM CAMINHA O PROLETARIADO
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Teve um ou uma sem-vergonha Que entocou a palha Era pra encher a pamonha Pegaro, botaro pra secar e guardaro Pra depois enrolar maconha ...
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(uma toadinha de Vaquejada lembrando de Kara Véia) Gostaria de chamar de meu sogro Sinobilino Que me conhece derna de minino Lá da Várzea ...