A GAROTA DO QUINTAL



Com uma flor na orelha esquerda
A garota repousava à sombra,
No quintal, por entre as frutíferas.
Meu pensamento navegava
Balançando com aquela rede.
E pra ela tudo era simples
Tão simples que, de certo, ignora
Que dentre tantos perfumes
Exalando dessa cena
Meus pulmões mais precisavam
Era embriagar-se do seu cheiro
Enquanto descobria o sabor
De todos os seus beijos.

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CANTO DE IMPROVISO

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