60 VINIS BAIANOs

Ontem eu fiz uma lista com 30 discos do maranhão que eu já ouvi e acho básicos e alguém me perguntou: " e da Bahia, tu sabe de 30?". Não sou regionalista mas nasci por aqui, até os 23 anos o único lugar que eu conhecia fora da Bahia era Petrolina, isso porque mal atravessara a ponte 2 vezes.

Então, hoje acordei pensando nuns discos aqui da Bahia e, depois que cheguei da feira, me sentei a escutar e fazer uma lista que a 30, chegou d'um gole só; diicidí então arredondar pra 560 discos. 1 por artista, discos que azucrinaram meus miolos, mexeram comigo. Sem ordem de classificação, mais A Massa, tá em primeiro porque é o mais preferido dentre todos e Cidadão do Mundo, tá ali pertinho

1. A Massa – Raimundo Sodré


2. Cidadão Do Mundo – Fernando Lona


3. Conexão Bahia Jamaica – Jorge Alfredo E Chico Evangelista


4. Capim-Guiné Uma Guerra De Facão – Wilson Aragão


5. Carrancas – João Bá


6. Reggae Resistência – Edson Gomes 


7. Mutirão Da Vida - Xangai


8. Voltando Pra Jacobina – Valdete E Seus Cadetes


9. Camisa De Vênus 83 – Camisa De Vênus


10. Metrô Linha 743 – Raul Seixas



11. A Forronáutica E O Forramba – Odair Cabeça De Poeta E Grupo Capote


12. Garotas Boas Vão Pro Céu, Garotas Más Vão Para Qualquer Lugar – Rebeca Da Matta


13. Quem Fica É Quem Traz O Sol – Jorge Alfredo


14.    Waldick Soriano (1968) – Waldick Soriano



15. É Forró Que Vamos Ter – Trio Nordestino



16. Estações Da Vida – Joan Sodré




17. O Africanto Dos Tincoãs – Os Tincoãs



18. Black Soul Brother - Miguel De Deus



19. Dê Uma Chance Ao Meu Prazer Quininho De Valente



20. Samba Da Bahia – Batatinha, Riachão E Panela 



21. A Saga Da Travessia Letieres Leite & Orkestra Rumpilezz


22. Bazar Brasileiro – Moraes Moreira


23. Brincando Com Os Dedos – Noca Do Acordeon


24. Animadinho – Negrão Dos 8 Baixos




25. Viver, Sentir, Amar – Lazzo Matumbi


26. Neon Dos Guetos – Missinho


27. Águas Do São Francisco – Carlos Pita


28. Acorde – Roze



29. O Correio Da Estação Do Brás – Tom Zé


30. Fazenda – Vidal França


31. Galan – Gil Félix

32. Meu Interior – Tião Motorista



33. Recriação – Rosa Passos



34. Eterno Como Areia – Diana Pequeno


35. Página Musical – Gerônimo



36. Barraca Do Chocolate – Chocolate Da Bahia



37. Canudos Cantos Do Sertão – Fábio Paes

38. Minhas Origens – Rey Zuluvis


39. Tá Na Praça - Gordurinha



40. Povo Eu, Povo Você – Paulinho Camaféu



41. Neto Lobo E A Cacimba – Neto Lobo E A Cacimba



42. Bendengó – Gereba

43. A Fome A Vontade De Comer – Bule-Bule E Antônio Queiroz



44. Identidade – Ederaldo Gentil



45. Fogo Na Babilônia Sine Calmon E Morrão Fumegante

46. Mudei De Ideia – Antônio Carlos E Jocafi



47. Tom E Dito 73 – Tom E Dito



48. História Do Brasil – Sarajane



49. Na Sala Da Minha Casa - Silvano E Zé Beté



50. Sobre Noites E Dias – Lucas Santana



51. Maçalê – Tiganá Santana



52. Quero Ter Seu Amor - Carlito Gomes



53. Placa De Venda Marcelo Reis



54. Rasgando A Seda – Vicente Barreto



55. Mó Braba – Crac



56. Laços De Açoite – Gilton Dela Cella E Grupo Semente



57. Adeus Guanabara – Elias Alves



58. Ave Caetano – Trio Tapajós



59. Blecaute – Marcelo Nova



60. Pedras Afiadas – Edil Pacheco





(Larauê Tuim)




SONS E CANTOS DO MARANHÃO

 Tava aqui ouvindo uns Tambor de Crioula e, dei uma passadinha em Bandeira de Aço, fui vendo outras coisas e, como apreciador dos sons que se faz no Maranhão derna de quando eu era garoto, resolvi fazer uma listinha de discos que eu gosto e que foram feitos por pessoas de lá. Resolvi colocar somente 1 disco por artista, exceção de Baião de dois que é um Duo.
Bom, aí vai o rol de 30  discos da cena maranhense que fizeram a minha cabeça em ordem aleatória, só Bandeira de Aço está no seu lugar de classificação e de conhecimento, foi o primeiro de todos que escutei e, esse disco, até no próprio texto de apresentação escrito por Marcus Pereira, é um chamado a se conhecer a música maranhense, pois o disco é um apanhado de compositores diversos; isso me atraiu para que procurasse conhecer o som daquelas paragens.

 

1. Bandeira De Aço - Papete



2. Lances De Agora - Chico Maranhão



3. Cine Tropical – Criolina


4. Rumo Norte – Irene Portela



5. Sarará – Erasmo Dibel



6. Ilha Magnética – César Nascimento



7. Baião De Dois Carlinhos Veloz E César Nascimento



8. Bumba Meu Boi De Pindaré, 1973



9. O Som E O Balanço – Nonato E Seu Conjunto



10. Shopping Brasil – César Teixeira



11. Balaio – T,A, Calibre I



12. Cláudio Lima, Cláudio Lima

13. Eu, Você E A Cidade – Nicéas Dumont



14. Regueiros Guerreiros – Tribo De Jah



15. A Peste Negra Do Nordeste – Clã Nordestino



16. Tambor De Crioula Do Mestre Felipe



17. O Poeta Do Povo - João Do Vale



18. Tecnomacumba – Rita Ribeiro



19. O Cantor Apaixonado Do Povão – Adelino Nascimento



20. Engenho De Flores – Josias Sobrinho



21. Batalhão de Rosas – Lena Machado




22. As Aspas Serão Explicadas Adiante – Catarina Mina

23. Cacuriá De Dona Teté (1988)






24. Emaranhado - Chico Saldanha



25. Sotaque De Orquestra – Beto Pereira



26. Abraçando Você – Raimundo Soldado



27. Lado Errado Da Estrada – Altas Doses



28. Tambor de Mina na Virada para Mata - Casa Fanti Ashanti



29. Brincos – Rosa Reis



30. Fenda Dos Desesperados- Antídotos Sociológicos


(Larauê Tuim)

 

TOBARRA SEM FILTRO

     
         A inquietude de Tobarra nos brinda com essa leitura sonora condizente com os tempos em que vivemos. Um trabalho denso,coerente, um grito de insatisfação com a realidade ao qual, sem hesitar faço coro, descontente que, também estou. Sem filtro, pois, sem máscara é que se desnuda o que jamais deve ser ocultado. Seu Álbum lançado ontem, não fica no meio termo, sem essa de estar em cima de um muro olhando o circo pegar fogo, é a opinião de quem está no front.
     Guerras, ideologias, pandemias, economia, governos, senso comum, opinião pública, redes sociais e os conflitos e indagações internas que habitam dentro de cada um. Há os que preferem se iludir, se esconder ou, até, acreditar no que lhe vendem como imponderável, Daniel não se esconde, toma posição explicita em qual  lado da trincheira ele se coloca e não se esconde, usa as armas que tem ao seu alcance.  Perfila-se junto aos que se revoltam e expele sua consciência através do  ofício musical, um artista corajoso.  Escutar esse trampo é dar voz aos descontentes, ecoar a insubmissão.
Como dizia o Véi Godenço, meu avô,  a verdade não permite arrodeios e nestes tempos nebulosos em que o sistema tem e usa mil artifícios e aliados para filtrar nosso pensamento, SEM FILTRO  vai direto, na titela do quengo.
Sei que, antes de tudo, é um trabalho de teimosia pois, pra falar e cantar desse jeito, não há incentivos fiscais, que dirá patrocínios, não vai tocar na grande mídia. É na cara, na coragem, no peito e no talento. Foi uma luta homérica, com poucos aliados, mas os percalços foram vencidos. Daniel Tobarra venceu a parte mais difícil dessa batalha para colocar sua música disponível, deixando-nos disponível o seu canto de luta pra que escutemos.
Recomendo, e muito que recomendo que escutem.
Música boa em tempos tenebrosos.

REPENTINO